terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um papo rápido com o líder do Cidadão Instigado

Não há coisa melhor em um show do que, enquanto espectador, sentir que a banda que você foi ver e ouvir está feliz por estar ali, em cima daquele palco, naquele momento.

Fernando Catatau, vocalista do Cidadão Instigado, nem precisaria ter confessado isso [“A gente estava na pilha pra fazer esse show. É muito bom estar aqui. Tá foda!”] antes de tocar a última música do show que fez em Belo Horizonte no feriado do dia 21 de abril. Era só olhar para frente e vê-lo com a sua guitarra que, até mesmo, o mais distraído dos espectadores perceberia isso.

Aqui embaixo segue o registro de uma conversa vapt-vupt que tive com o músico logo após se apresentar com sua banda.

Sobreviver de música hoje, principalmente aqui no Brasil, não é fácil. Eu queria saber de você, que já está na estrada há um tempo com o Cidadão Instigado e acompanhando uma galera aí, qual a dica daria para o pessoal que está começando, que quer se inserir no meio musical, nesse circuito de shows e quer viver de música?

Eu acho que as pessoas têm que disponibilizar a música na internet, gravar de qualquer jeito, botar lá e ir mostrando. O que não pode é ficar trancado dentro de casa esperando as coisas acontecerem.
Esse lance de chegar à grande mídia é um lance muito relativo, né? Você tem seu limite ali, você sabe até onde você vai.
Vai trabalhando isso, saca? Eu acho importante botar a música para baixar. Eu coloco as minhas, coloco todos os meus discos. Não estou nem aí. Eu quero que as pessoas conheçam para eu poder fazer shows. Quanto mais gente interessada em ouvir a banda, mais gente vai querer assistir às nossas apresentações. Aí vai ter gente interessada em nos chamar para fazer shows. Isso é importante para entrar no meio. Já que a internet está aí, a gente tem que usufruir, sabe? Eu nem acho das coisas mais interessantes na vida. Muita coisa se perdeu por causa disso, né? Mas é assim mesmo, a gente vai caminhando junto com o mundo.

Eu queria saber quais os seus planos dentro do Cidadão Instigado e nos seus projetos paralelos. Vem algum disco por aí? A prioridade é o Cidadão?

A prioridade é o Cidadão. A gente está gravando. Estamos nesse processo. Vamos ver se a gente finaliza logo para poder lançar em junho e começar a fazer show. Cidadão é prioridade total. Vamos disponibilizar o disco. Com a internet não tem essa não. Nem que você não disponibilize, outras pessoas vêm e botam. A gente vai tentar começar a fazer LP também para distribuir em loja.

O que você faria pela música?

Ouvir e tocar! Ficaria ouvindo muito e tocando muito. E se eu tivesse a oportunidade de fazer um festival, de programar, de organizar, eu buscaria muitas coisas interessantes e levaria isso às pessoas, saca? Porque é muito difícil o acesso. Mesmo à internet nem todo mundo tem. É tentar chegar nisso.

(27 Maio 2009, por: Andressa Lopes)

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