quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SETLIST: Cidadão no Studio SP dia 20/11/2010


Infelizmente não possuímos o áudio desse show magnífico. Mas dá pra babar um pouco nesse setlist. Sente aê:

01)O Tempo
02)Doido
03)Como As Luzes
04)O Nada
05)Vento É Dinheiro Enquanto Não Entra Venta Adentro
06)Contando Estrelas
07)Escolher Pra Quê
08)El Cabrone (O Caçador de Zé Doidins)
09)Homem Velho
10)O Cabeção

(encore)

11)Andrea Doria (cover Legião Urbana)
12)Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (cover Sérgio Sampaio)

Catatau: "o meu vício é meu"

Cidadão Instigado Ao vivo no Ronca Ronca Sessions (2010)...


Em Abril desse ano a banda dos caçadores de Zé doidins participaram de uma sessão especial do programa de rádio Ronca Ronca, que passa na Oi Fm todas as terças feiras. Normalmente o programa é realizado no Rio de janeiro, mas essa sessão especial foi feita nos estúdios da Oi Fm em sampa. Para quem não conhece o programa, ele é apresentado por Maurício Valladares, são cerca de 2 horas de programa com músicas, vinhetas, bate papo e performance ao vivo das bandas na sessão.

Aqui vamos disponibilizar então 2 links, um com o programa na ÍNTEGRA, com as 2 horas sem cortes, com as músicas e todo blablabla falado pelos apresentadores entre si, com a banda, sobre os eventos da época e etc. E um outro link apenas com as faixas, com tags bonitinhos, apresentadas pela banda ao vivo, são oito faixas, boa parte delas do album uhuu! Rola tambem uma vinheta de "since i’ve been loving you” com a banda ao vivo, so de brincadeira...


Eu particularmente acho que rola muito papo besta no programa, tanto que no final do arquivo completo Catatau revela que ainda faltavam 3 faixas para serem executadas ao vivo, ou seja, deveriam ter rolado pelo menos 10 músicas com a banda ao vivo se rolasse menos papo. Porém, Catatau fala de suas influências um pouco e o Regis fala da participação no album recém lançado na época do cantor Thiago Petit, além daquele blablabla da banda participar de outras dez bandas ao mesmo tempo. Bom, é isso, divirtam-se...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Um papo rápido com o líder do Cidadão Instigado

Não há coisa melhor em um show do que, enquanto espectador, sentir que a banda que você foi ver e ouvir está feliz por estar ali, em cima daquele palco, naquele momento.

Fernando Catatau, vocalista do Cidadão Instigado, nem precisaria ter confessado isso [“A gente estava na pilha pra fazer esse show. É muito bom estar aqui. Tá foda!”] antes de tocar a última música do show que fez em Belo Horizonte no feriado do dia 21 de abril. Era só olhar para frente e vê-lo com a sua guitarra que, até mesmo, o mais distraído dos espectadores perceberia isso.

Aqui embaixo segue o registro de uma conversa vapt-vupt que tive com o músico logo após se apresentar com sua banda.

Sobreviver de música hoje, principalmente aqui no Brasil, não é fácil. Eu queria saber de você, que já está na estrada há um tempo com o Cidadão Instigado e acompanhando uma galera aí, qual a dica daria para o pessoal que está começando, que quer se inserir no meio musical, nesse circuito de shows e quer viver de música?

Eu acho que as pessoas têm que disponibilizar a música na internet, gravar de qualquer jeito, botar lá e ir mostrando. O que não pode é ficar trancado dentro de casa esperando as coisas acontecerem.
Esse lance de chegar à grande mídia é um lance muito relativo, né? Você tem seu limite ali, você sabe até onde você vai.
Vai trabalhando isso, saca? Eu acho importante botar a música para baixar. Eu coloco as minhas, coloco todos os meus discos. Não estou nem aí. Eu quero que as pessoas conheçam para eu poder fazer shows. Quanto mais gente interessada em ouvir a banda, mais gente vai querer assistir às nossas apresentações. Aí vai ter gente interessada em nos chamar para fazer shows. Isso é importante para entrar no meio. Já que a internet está aí, a gente tem que usufruir, sabe? Eu nem acho das coisas mais interessantes na vida. Muita coisa se perdeu por causa disso, né? Mas é assim mesmo, a gente vai caminhando junto com o mundo.

Eu queria saber quais os seus planos dentro do Cidadão Instigado e nos seus projetos paralelos. Vem algum disco por aí? A prioridade é o Cidadão?

A prioridade é o Cidadão. A gente está gravando. Estamos nesse processo. Vamos ver se a gente finaliza logo para poder lançar em junho e começar a fazer show. Cidadão é prioridade total. Vamos disponibilizar o disco. Com a internet não tem essa não. Nem que você não disponibilize, outras pessoas vêm e botam. A gente vai tentar começar a fazer LP também para distribuir em loja.

O que você faria pela música?

Ouvir e tocar! Ficaria ouvindo muito e tocando muito. E se eu tivesse a oportunidade de fazer um festival, de programar, de organizar, eu buscaria muitas coisas interessantes e levaria isso às pessoas, saca? Porque é muito difícil o acesso. Mesmo à internet nem todo mundo tem. É tentar chegar nisso.

(27 Maio 2009, por: Andressa Lopes)

Cidadão Instigado na Showlivre 2005


Cidadao Instigado no Studio Sp 20/11/2010

Entrevista - Fernando Catatau


Líder do Cidadão Instigado, o cearence Fernando Catatau conversou com o URBe, por e-mail, sobre o novo disco, “Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências”.

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E aê, o que continua instigando o cidadão?

Os que eu gosto, instrumentos e algumas músicas. Do amor eu não posso falar, então fico calado.

O que aconteceu entre o primeiro disco, “O ciclo da De.Cadência” e esse “Método tufo de experiências”? Quais mudanças significativas?

Eu diria que eu tenho caminhado em paz. Faço o que eu gosto, toco com quem eu quero e gravo os discos da minha maneira. Daí saem essas coisas aí. A gente vai mudando com a vida, né? A música vai junto.

Você trocou o Selo Instituto pela Slag?

Eu num troquei não. Esse disco é uma parceria da Slag com o Instituto, saiu pelos dois selos, o que tá sendo muito legal. Sou grande amigo dos meninos do Instituto, a gente tá sempre fazendo coisas juntos. Os meninos da Slag estão sendo fora de série, agilizando
um monte de coisas pra gente. Eu não poderia ter nada melhor. Tô muito satisfeito.

Sendo nordestino, e talvez mais habituado ao brega, estilo muito maior no norte do que no sul do país, como você vê a quantidade de bandas atuais declaradamente influenciadas por esse estilo (e conseqüentemente pela Jovem Guarda)? Como é essa influência para você?

Uma coisa que eu sempre falei e que eu gosto muito de ouvir musica triste, musica feliz demais me dá agonia, me deixa triste. Normalmente eu busco a felicidade pra minha vida, na música eu prefiro me acabar na tristeza. Roberto Carlos é o que mais me emociona nessa vida não sou tão fã da Jovem Guarda, nem do Rei nessa época. Gosto da fase 70, romântica. Sou muito fã do Fernando Mendes, Marcio Greyck, da maioria das músicas lentas internacionais dos anos 80, Bee Gees… É disso que eu gosto.

Além do brega, o rock progressivo e músicas climáticas parecem outras fortes influências no “Método tufo…”.

Passei minha adolescência escutando Pink Floyd, [Jimi] Hendrix, [Black] Sabath, Iron [Maiden], como todo adolescente rockeiro da minha época. Quando ouvi Santana pela primeira vez, escolhi meu instrumento. Sou, na realidade, um apaixonado por guitarras. Gosto até mais de instrumentos do que da própria música e tento me divertir com eles nas composições, bagunçando tudo.

Como a música eletrônica e experimentos de estúdio entram nessa equação?

Eu sou um apaixonado por áudio. Passo minha vida atrás de equipamentos antigos.
Tenho um problema muito sério com o mundo digital. Não que eu ache totalmente ruim, acho que hoje existem ótimas ferramentas. Vieram para facilitar nossa vida, mas a qualidade final é sempre um “quase lá”. Falta a humanidade, mas não posso dizer que é um mal. Muito pelo contrário. [É] uma salvação pro mercado independente.

A mixagem das faixas foi dividida meio a meio entre Kalil Alie e Buguinha Dub. Qual a intenção disso? Qual critérios você utilizou para decidir quem mixaria o que?

Os dois são grandes amigos meus. Na real, eu já sabia o que ia sair dali. O Buga é mais dub, então eu dei as que tivessem menos a ver com dub e pedi pra ele dar a cara dele. O Kalil é mais rockeiro e taquei as baladas pra que elas soassem da maneira dele. No final eu achei que ficou com uma unidade boa. As vezes me soa como se tivesse sido mixado por uma só pessoa e, mesmo assim, é possível ver a personalidade dos dois lá.

A interpretação das letras do disco está bem teatral, muitas vezes são apenas recitadas ou faladas mesmo. Porque isso?

A música do Cidadão é quase totalmente baseada nas letras. Tento fazer uma trilha sonora para o que eu escrevo. Se a música fala de amor eu procuro dentro do universo musical os acordes que vão chegar mais perto das emoções do coração. Se tem que passar uma tensão, já penso diferente. Com a música a gente pode passear pelo mundo das sensações, o grande lance é saber combinar os elementos certos pra poder passar o que você esta querendo.

O falado é mais porque antes eu não me garantia muito em cantar e hoje, por mais que eu continue não me garantindo muito, já me arrisco mais. O legal é você tentar passar a sua verdade, por mais fuleira que ela seja.

O disco está recheado de participações. É uma necessidade pra poder realizar o disco da maneira que você imaginou ou é mais pra juntar os amigos mesmo?

Todos que participaram nesse disco são grandes amigos com os quais eu tenho bastante afinidade musical. O Thomas Rohrer (sax, violino, rabeca) e a Izaar (vocais) são seres emocionantes, já vieram assim. Os meninos da banda são fodas: Regis Damasceno (Mr.
Spaceman), Rian Batista (Otto, Instituto), Clayton Martin (Vaca de Pelúcia, Detetives) e Mauricio Takara (Hurtmold, M. Takara). Teve também o Marcos Axe e o Andre Male, que tocam com o Otto na percussão. Esses tocam muito. Até fiz o Ganja Man (Instituto, Otto) tocar música romântica! Hahaha! Na realidade, chamei meus amigos pra gente se divertir, entrar no estúdio e tirar um som. Daí saiu o disco.

Por outro lado você tem tocado bastante com outras bandas, né? (Los Hermanos, Nação Zumbi, Los Sebosos Postizos… quem mais?) Fale um pouco dessas participações, como elas rolam, etc.

Bem, comecei a tocar com outras pessoas em 2000. Até então eu só tinha tocado com meus projetos pessoais. O primeiro foi o Otto, que me chamou pra tocar com ele sem me conhecer direito. Fui lá e tô até hoje. Depois disso várias pessoas me chamaram e eu fui também. Já toquei com DJ Dolores, Estela Campos, Beto Vilares, Los Sebosos Postizos e também gravei com a Nação Zumbi, Los Hermanos, Zeca Baleiro, Eddie, Bonsucesso [Samba Clube]… Já fiz algumas trilhas também. No mais, é isso.

Imagino que você não deve agüentar mais essa pergunta, mas não tem como fugir: o que é o “método túfo de experiências”?

Túfo, significa você fazer algo sem pensar demais. Duma vez. Quando você quis fazer, já estava pronto. Então o método são essas experiências vomitadas. Deu pra entender?

E que diabos é um “pinto de peitos”?

É um pinto que tem peitos, mas o mais massa é que ele tem o bico preto e o pio dele é escuro. Hahahahahaha!

Queria finalizar com uma coisa que eu acho muito importante. O Cidadão Instigado não é “uma banda de um homem só”, fica até chato pros meninos ouvir isso sempre. Não sei quem falou isso a primeira vez, mas isso não é verdade. A banda sou eu, o Regis Damasceno, o Rian Batista, o Clayton Martim e sempre um convidado, que um dia vai fechar os cinco. Por enquanto tá o Marcelo Jeneci e tá massa.

(segunda-feira, 26 de setembro, 2005, OEsquema, Por Bruno Natal às 18:35 )


Publicidade: Cartaz de Lançamento do Uhuuu!

Show em Porto Alegre 22/11/10


CABRA INSTIGADO

O reverenciado compositor e guitarrista Fernando Catatau é o vórtice pensante da banda cearense Cidadão Instigado, grupo que com muito arrojo reuniu a psicodelia tão cara ao rock com o cancioneiro brega dos anos 1970 e se tornou uma das grandes bandas da atual geração roqueira nacional. Sua produção se divide em três discos seminais: O Ciclo da Decadência, Cidadão Instigado e o Método Túfo de Experiências (da cintilante canção Noite Daquelas) e o recente Uhuuu!!! (cujo título é um termo muito usual entre os surfistas e Catatau foi um praticante de body board).

Cidadão Instigado estará em Florianópolis para a noite de encerramento do Festival Floripa Noise, na próxima quarta-feira, no John Bull Pub. Este episódio entrega uma outra faceta da personalidade forte de Catatau: é um cabra de palavra. Na edição passada do mesmo evento, a vinda da banda acabou cancelada de última hora pela produção por questões de custos. E naquela mesma ocasião, Catatau lamentou o fato lá no “falecido” Blog do Marquinhos (hoje ContraVersão), mas avisou: “A gente quer tocar aí e iremos o mais breve possível”. Promessa cumprida!

Na semana passada ele concedeu, por e-mail, uma entrevista ao ContraVersão.

ContraVersão _ Primeiro, tu és um cabra de palavra. Lembro que, no ano passado, o Cidadão foi convidado para esse mesmo Floripa Noise, mas na última hora a vinda de vocês acabou “abortada” por aqui. E tu disse que tinha muita vontade de tocar aqui e que o faria…Aquela situação te frustrou?

Fernando Catatau _ Tô achando muito bom estar indo agora. Sei que tudo tem seu tempo e agora é a melhor hora. Passamos o ano todo tocando Uhuuu!!! e acho que agora o estamos executando bem. Vai ser bem massa tocar com o Cidadao pela primeira vez em Floripa.

ContraVersão _ E aí, como foi a experiência com o SWU Festival? Houve quem apontasse a performance de vocês e do Otto como as melhores do evento…

Catatau _ Eu gostei bastante. Tava dificil acertar o som por causa do tempo, pois festival com varias bandas é sempre mais complicado, mas nos finalmente acho ate que nos saimos bem.

ContraVersão _ Depois de Uhuuu!!!!, o que vocês estão tramando em termos de discos?

Catatau _ Já tenho quase todas as musicas do próximo disco, mas ainda tem um processo grande ate comecarmos a gravar. Por enquanto ainda não dá pra falar muito.

ContraVersão _ Você é um músico conhecido pelo uso criativo da guitarra, tirando sons que fogem dos clichês do instrumento. Como você desenvolveu seu estilo e quais guitarristas são suas referências?

Catatau _ Eu, antes de mais nada, sou apaixonado por guitarras. Passo o tempo inteiro atrás de achar um instrumento que seja perfeito pra mim, mas nunca acho.Gosto dessa procura, mas na maioria das vezes é meio frustrante. Enfim…gosto de vários guitarristas: Robert Smith (The Cure), Santana, Hendrix, Tony Iommi, Jimmy Page, Dave Murray, Adrian Smith e por ai vai…

ContraVersão _ O Cidadão Instigado bebe muito da fonte da música brega dos anos 1970. Alguma coisa de música brega produzida hoje em dia te chama a atenção?

Catatau _ Acho que o que mais me interesso de música na maior parte do tempo é rock. Gosto de Roberto Carlos, Fernando Mendes, Eliane…pois esses fizeram parte do meu crescimento musical e emocional, mas não me apego muito ao clichê do estilo. Não lembro de nada que tenha me interessado atualmente, mas sei que tem gente fazendo coisa muito boa por ai, e principalmente sem querer ser engraçado. Esses eu queria ouvir.

ContraVersão _ Na música Homem Velho você diz que queria ver Neil Young dançado reggae em uma barraca em Canoa Quebrada. De onde surgiu essa imagem? Você chegou a ouvir o disco novo dele, Le Noise?

Catatau _ Tenho uma admiração imensa por tudo que ele já fez na música e por ainda estar na resistência até hoje. Eu ouvi o último disco, e é bem foda. Caras como ele me fazem ter vontade de continuar tocando. Quando fiz a música Homem Velho foi pensando em como seria massa ele estar na canoa quebrada dançando um reggae, curtindo com uma gata todo apaixonado. Essas coisas que eu gosto muito de fazer e que por gostar muito dele queria que ele tambem sentisse a mesma emoção.

ContraVersão _ Você foi um dos poucos artistas que resolveu peitar o esquema da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) ao criticar o não pagamento de cachês às bandas. Isso, de alguma forma, trouxe algum tipo de “represália” à banda?

Catatau _ Não mudou muito a nossa vida. Continuamos trabalhando pra caramba e ate já tocamos em alguns festivais filiados a Abrafin. É como falei, se tratam a gente bem e nos pagam devidamente a gente vai.

ContraVersão _ Como pintou a ideia de compor Noite Daquelas?

Catatau _ Noite Daquelas foi a segunda música que fiz do Cidadão. Eu estava um dia numa festa la na Praia do Futuro(em Fortaleza) e não conseguia gostar de nada. De repente apareceram alguns amigos e começamos a trocar ideia e a noite ficou boa. Escrevi a letra pra falar que as vezes é muito fácil achar um momento bom na vida e a gente fica sempre a complicar. Essa procura da grandiosidade é meio fajuta. Se quiser simplificar pode.

ContraVersão _ Cara, e essa história que você praticava bodyboard? Ainda arrisca umas caídas na água?

Catatau _ Eu surfei muito tempo da minha vida, e por ser de Fortaleza tinha as facilidades. É até difícil ser adolescente em cidade de praia e não tentar cair no mar. Eu gostava muito, mas hoje moro em São Paulo e fica mais difícil. Sempre penso em voltar a surfar. quem sabe um dia rola.

* Com a colaboração do amigo Gabriel Rocha!

(Postado por marcos_espindola, às 18:32, 19 de novembro de 2010, http://wp.clicrbs.com.br/contraversao/)

Foto Polaroid


Créditos de Fernando Halal (@halalson)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Especial: Caravana Maldita

25/set 15:35

A primeira banda que chamou a atenção, no sábado, foi a paulista Biônica. Um homem na guitarra e três mulheres com coroas de princesa, na bateria, baixo e voz, tratam de temas como o sequestro de Abílio Diniz e a morte da mãe do Bambi com postura punk, certa pose hippie de chocalhos na mão e muito descompromisso. Descompromisso que remete um pouco à boca suja do também paulista Cansei de Ser Sexy - que circulava pela platéia - mas sem o mesmo hype fashion e a mesma ironia. O CSS te agride com o desbunde, e você gosta ou não, entende ou bóia. E aí está o maior problema do Biônica: a baterista é boa e puxa pra frente o som, a guitarra é interessante, plasticamente a banda vai bem no palco, mas a vocalista não achou o tom. Quando alguém resolve cantar que vai te assustar, a primeira coisa que tem que acontecer é você esperar um susto. E, com o Biônica, todo o trabalho de ser diferente às bandas que se levam a sério cai porque falta compromisso com a brincadeira. Ninguém se assustou, a rebeldia era ensaiada.
Em seguida, a banda de um, Cidadão Instigado, sobe ao palco. Além do próprio CI Fernando Catatau, músicos de apoio aparecem (baixo, guitarra base, teclado e bateria) e dão de cara com um público pouco disposto a entrar na cabeçudisse cearense de incômodo ao senso comum. Um elo entre as possibilidades da guitarra elétrica e a loucura fora-da-ordem de Walter Franco. O show foi praticamente todo em cima do disco mais recente, ‘Cidadão Instigado e o Método Tufo de Experiências’, que ao vivo soa mais simples e fácil (estamos falando de instigação, lembre-se) do que o disco anterior, ‘O Ciclo da Dê.Cadência’. Apesar de certa apatia, que ameaçava-se tornar animosidade no que a apresentação chegava ao fim, houve aplausos que eram mais do que um protocolo de respeito. Entre os cariocas malditos, pode-se dizer que uma sementinha instigada foi plantada. A música saideira foi a poética e existencial ‘Lá Fora Tem’, que se fosse pra usar uma gíria da caravana, seria desde já um clássico.

(25/09/2005, http://www.sobremusica.com.br/)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Foto 13

As Experiências do Cidadão Catatau

Cidadão Instigado é a banda do cearense faz-tudo e multi-instrumentista Fernando Catatau, mais Regis Damasceno (guitarra, guitarra sintetizada e vocais), Rian Batista (baixo) e Clayton Martin (percussões e teclados); ao vivo conta também com o tecladista Daniel Ganjaman. Além de todas as músicas serem composições de Catatau, ele canta, assovia, toca guitarra, violão, craviola, teclados, bateria eletrônica, percussão, faz todos os arranjos e a produção, e só pra não dizer que o cara descansou depois isso, ainda fez a arte do encarte. Outros músicos participaram do disco – quem são eles e o que tocam, você pode conferir no encarte, anexado completo ao arquivo, ou nas ‘tags’ de cada faixa.
Este que é o segundo disco deles foi elogiadíssimo pela imprensa especializada e se trata de um exemplar genuíno de produção independente, que preza a qualidade musical e sonora acima de tudo – num tempo em que nem os artistas de maior $uce$$o se atrevem a lançar discos, o que pensar de uns malucos que resolvem trazer ao mundo suas idéias nada convencionais e ‘não-comerciais’? No mínimo, coragem e ousadia; ainda mais por se tratar de um trabalho totalmente fora dos padrões brasileiros e, na sua proposta, bastante inovador, trazendo uma mistura bastante homogênea e autêntica de MPB, música brega e romântica, poesia alternativa, psicodelia, rocks progressivo, setentista e alternativo, Frank Zappa, Zé Ramalho, Pink Floyd, Odair José, Jimi Hendrix, Roberto Carlos, Yes, Mutantes, Chico Science & Nação Zumbi...
Cidadão Instigado E O Método Túfo de Experiências’ não é um disco fácil de se gostar de primeira, pode até acontecer, mas é do tipo que cresce a cada audição, a cada nova descoberta de sutilezas; depois você se surpreende cantarolando o trecho de alguma música ou rindo de alguma das pirações dos malucos.
(resenha do blog "http://opantanoeletrico.blogspot.com" em 14 de julho de 2008 por Marcello 'Maddy Lee' L.)

CIDADÃO INSTIGADO & JÚPITER MAÇÃ

Cidadão Instigado lança álbum “UHUUU!” e
Júpiter Maçã faz seu primeiro show na lona da Lapa

Inspirado pela vida praiana, “UHUUU!”, novo álbum do Cidadão Instigado traz uma face da banda mais alegre e otimista. Eles vem lançar no Circo Voador seu novo trabalho, sábado 24 de outubro, na mesma noite em que também rola o primeiro show do Júpiter Maçã na lona da Lapa. Produzido pelo próprio grupo, o disco apresenta um som orgânico mais parecido com o tocado nos shows e marca o primeiro registro em disco com a formação pós- “Método Túfo de Experiências”.

Com arranjos grandiosos e rebuscados, “UHUUU!” traz diversas influências da banda no som inventivo que sempre caracterizou o Cidadão Instigado. No palco, Fernando Catatau (voz, guitarra e teclado), Regis Damasceno (guitarra, guitarra sintetizada e vocal), Rian Batista (baixo e vocal), Clayton Martin (bateria e programações), Dustan Gallas (teclado e vocal) e Kalil Alaia (técnico de som e efeitos) apresentam todas as músicas de “UHUUU!” e outros sucessos do Cidadão.

No repertório, as novas “O Nada”, “Ovelhinhas”, “Deus é uma Viagem” e primeiro single “Escolher pra quê?”, entre outras, e “Pobre dos Dentes de Ouro”, “Urubus” e “O Tempo”.
O cenário é assinado pelos cearenses Ivo Lopes e Thais. O projeto “UHUUU!” foi um dos vencedores do Prêmio Pixinguinha e conta com o patrocínio da Funarte e produção da LP Produções.

Júpiter Maçã é constantemente citado por artistas de renome nacional e internacional como referência. Sua essência criativa é imprevisível, instigante, magnética, elegante, vanguardista e genuinamente “sem fronteiras”. Neste ano de 2009, com nova formação de banda (Thunderbird/baixo, Dustan Galas/guitarra, Astronauta Pinguim/piano e órgão, Felipe Maia/bateria) e residindo em São Paulo, o Mr. Maçã prepara o lançamento de seu single “Gregorian Fish”, visando o lançamento de um novo disco no segundo semestre de 2009.

Serviço:
SÁBADO
, dia 24 de Outubro
2009
Abertura dos Portões: 22h

Foto 12


Créditos de Rogério Stella.

Cidadão Instigado - ao vivo Metrópolis 2010



Áudio da presentação de Regis Damasceno e Fernando Catatau representando o Cidadão Instigado no programa de Cadão Volpato da TV Cultura em Outubro de 2010. Acompanham músicas em formato "eletroacústico" e entrevistas ao vivo.